ONDINA CARVALHO VILELA, um pouco da sua história!!!

Textos escritos por Sheila Veríssimo e Josué Pacheco e adaptado por Silas Vilela.
    Tomo emprestado as palavras de minha irmã e meu sobrinho para externar quem foi ONDINA CARVALHO VILELA.
    Hoje com honra, se entregou o leme, a vida e a história. Com muita determinação e vontade de viver, ONDINA, Dona Ondina, mãe, vovó Dina, Deusa das ondas (como meu pai (Paulo Vilela) gostava de explicar), mulher forte, incansável, mãe de mais filhos do que seus dedinhos tortos podiam contar e precursora de diversas instituições sociais, atravessou as marés e tempestades, não teve medo do mar bravio, não se assustou com o balanço do navio e muito menos das ondas que tentavam naufragá-la. 
   Com maestria fez seu navio e seu capitão e companheiro (Paulo) romper ondas e desafios com determinação e garra.
No percurso de tão grande viagem , 93 milhas no mar da existência, em determinado tempo seu capitão, companheiro e esposo é convocado a deixar o navio e se apresentar ao comandante.
   A luta continuou incansável até que o Sumo Capitão a tomou pelas mãos.
   Enfrentou esse mar da vida organizando seus onze tripulantes (filhos de sangue), seu companheiro de barco(Paulo), tendo força e amor para dispensar para mais seis filhos de coração e noras e netos, frutos de seu amor. Com garra, determinação e por ser a mulher forte que era, possuídas de defeitos mas, cheia de amor e o dom de ser uma samaritana, fez do navio, nossa casa, um lugar de acolhimento de incontáveis viajantes sempre demonstrando que o amor prevalece e que portas abertas e pontes construídas traz alento ao faminto, acolhe o desamparado e materializa o termo “ coração de mãe”.
   Depois da tempestade, desafios e das milhas percorridas a bonança e o refrigério são reais, eternos e as nuvens pesadas não mais aparecerão, pois o navegar agora é em um mar tranquilo e será eterno. Certeza dessa calmaria eterna ela tinha, e foi isso que fez ela perseverar até o fim nos deixando o exemplo de mulher temente a Deus, perseverante e determinada. Sentiremos falta das suas risadas e bobeiras que falava só para distrair, das correções que nos aplicava, das histórias que contava e que nos encha de alegria e, da mesa posta sempre nos chamando a um bate papo sentado à mesa. Que sorte a nossa seus filhos, netos, bisnetos, irmãos, amigos, acolhidos,              viajantes e adotados, pois tivemos a alegria de conviver e ver o seu exemplo. 
    Sentiremos saudades da sua benção quando chegávamos e quando partíamos e do café com leite que tomávamos juntos e sempre nos envolveremos nas lembranças enrolados na sua colcha de retalho tentando juntar os nossos retalhos de vida, para poder contar aos filhos, netos e amigos a mulher super especial que tivemos como mãe. Com uma postura rígida, um sorriso solto e um olhar de deixar o coração quentinho, ela foi amor, ela é amor e seu legado já está perpetuado na vida daqueles de quem ela tocou. 
Obrigado Ondina, Dina, Dona Ondina.  Saudades!!!!!!

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